
Vou-lhe contar um grande segredo, meu caro: Não espere o juízo final, ele realiza-se todos os dias.
Albert Camus
A natureza é sábia e regida por leis claras, simples e severas : se você planta uma semente de limão, certamente colherá limões. Muita gente ignora este código natural e vive fazendo toda espécie de coisa errada na esperança de um perdão superior, perdão de si mesmo ou sabe-se lá de onde. E é fato que muita gente faz e não esquenta a muringa com isso. Mas pode ter esta certeza: o mundo não pára de girar.
No filme O menino do pijama listrado é contada a história de Bruno, um menino de 8 anos que é filho do comandante do campo de concentração de Auschwitz, no sul da Polônia. Sua família se muda para uma casa próxima a este campo, e da janela do quarto o menino consegue ver aquela “fazenda” com pessoas estranhas, e questiona: Por que eles ficam de pijama o dia inteiro? Ele se aproxima do campo e fica amigo de um garoto judeu, e a partir daí é mostrada uma lição de como somos pequenos e susceptíveis à justiça da vida.
Outra situação aconteceu comigo: aos 17 anos comecei a auxiliar um colega na venda e entrega de computadores, e numa das vendas me deparei com uma pessoa bem única. Fui super mal-tratado, a arrogância morava ali. Algum tempo depois, no ápice da cultura e assistindo ao Topa-tudo por dinheiro vi uma pegadinha onde o ganhador do Oscar Ivo Holanda entregava pizzas e experimentava um pedaço na frente do cliente. Advinha quem foi um pobre cidadão vítima da brincadeira?
A trilogia das cores (A igualdade é branca, A liberdade é Azul e A fraternidade é vermelha) é uma coleção de filmes dirigidos pelo polonês Krzystof Kieslowski e foi inspirada nas cores da bandeira da França e no lema da revolução desta país. O primeiro filme fala sobre um homem que é traído pela mulher e usa isso como motivação para vencer na vida e ter poder suficiente para se vingar. O filme é muito bom, chega a ser cômico em alguns momentos, mas no final das contas acho de uma “pequenez muito grande” alguém ter um objetivo de vida como este.
O poeta e professor paraense Benilton Cruz escreveu:
É o veneno que dá a vida
É o abismo que dá as asas
É o medo que dá a crença
É a crença que dá o viço.
É a morte que dá a vida
É a vida que dá a obra.
É a realidade que dá a verdade
É a verdade que dá conta disso.
É a palavra que dá o mundo
É o homem que se adianta
É o poema que dá o troco
É a poesia o que aviva
É a palavra que dá e tira
É a poesia o que fica.
Há muita gente que dedica a vida toda para “resolver alguma pendência”, acreditando que esta vingança trará a paz de espírito, o equilíbrio da balança. Impossível, fogo não apaga fogo. Pelo menos que eu saiba.
Olha que forte isso: é o abismo que dá as asas. Esta visão nos mostra que é possível ser alvo de algo ruim, digerí-lo, aprender com ele e crescer. É fato que pensar friamente e olhando de fora é sempre mais fácil, mas independente disso sou adepto da teoria que viver bem e ser feliz é a melhor das vinganças.
Há um provérbio judáico que diz: Se você se vinga, andará para trás. Se sabe perdoar, andará para frente.
Faça a tua escolha.
cara
to impressionadissima com tua escrita.
sensacional.
um bjo
pri
Olá, Priscila.
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Se tiver alguma sugestão de tema, será muito benvinda.
Como chegou até o blog e de onde você é?
Beijos