
Vênus queixou-se a Têmis de que seu filho Eros sempre permanecia como criança, e a resposta foi que ele não cresceria enquanto ela não tivesse outro filho. Então veio ao mundo Ânteros, com quem ele começou a crescer.
Desta forma os poetas quiseram dar a entender que o amor não cresce sozinho.
Eros é descrito como o mais belo dos imortais, capaz de subjugar corações e triunfar sobre o bom senso.
Deus grego do amor e do desejo, Platão o descreveu como filho de Poro ( Expediente ) e Pínia ( Pobreza ), daí que a essência do amor fosse “sentir falta de”, uma busca constante, em perpétua insatisfação.
Em Roma, Eros foi identificado como Cupido. Inicialmente representavam-no como um belo jovem, às vezes alado, que feria os corações dos humanos com setas. Aos poucos, os artistas foram reduzindo sua idade até que, no período helenístico, a imagem de Eros é a representação de um menino, modelo que foi mantido no Renascimento.
Às vezes é cego, porque o Amor não percebe defeitos no “objeto” amado.
É visto às vezes entre Hércules e Mercúrio, símbolo do muito que podem, em amor, a coragem e a eloquência.
É visto também no ar, no fogo, na terra e no mar. Conduz carros, toca lira, monta em leões, em panteras ou em um delfim, para indicar que não há criatura que escape ao amor.
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