Divindades dos bosques e regiões agrestes, estas criaturas cujos corpos eram parte humana e parte bode foram citadas na mitologia grega como sátiros, e como faunos entre os romanos.
Com uma longa cauda e o pênis em permanente ereção, perseguiam as ninfas movidos por desejo sexual insaciável.
Personificações da vitalidade animal, os sátiros se distinguiam pela impulsividade, a luxúria e o amor à dança e ao vinho. Tais características determinaram a denominação científica de satiríase para a compulsão sexual masculina.
Foram imortalizados como participantes dos cortejos de Dionísio, nos quais dançavam, tocavam flautas e se entregavam à perseguição das ninfas.
Nos festivais atenienses dedicados ao mesmo Dionísio, três tragédias eram seguidas de uma peça dita “satírica”, em que os integrantes do coro se disfarçavam de sátiros.
